Por ser o mês de outubro o mês conhecido como o das Crianças, achamos oportuno pensar um pouco a respeito desse tema, especialmente pelo que se pratica em termos de educação de filhos em nossos tempos, chamados modernos.
O formato da família tem mudado de tempo em tempo. Houve o tempo das famílias grandes, numerosas. Hoje o tempo é de famílias pequenas de, no máximo, quatro integrantes. Houve o tempo das famílias cujos pais eram homem e mulher. Hoje o tempo é de pais homens ou de pais mulheres, pasmem. Houve o tempo em que as mães ficavam em casa cuidando da casa e dos filhos enquanto os pais trabalhavam pelo sustendo de todos. Hoje o tempo é, NÃO RARO, de mães sem tempo, cujos filhos são cuidados e educados por babás em casa ou em creche.
Houve o tempo das proibições abusivas, depois um tempo da liberdade excessiva, e agora vivemos um tempo sem muitos critérios. Antes, tudo era proibido. Depois, tudo permitido. Agora, tudo é possível. Há um movimento para o equilíbrio entre os extremos, mas sem muito sucesso porque os filhos estão amparados no histórico recente de muita liberdade e nas leis civis que os preservam de quaisquer repreensões mais veementes, físicas ou morais.
O que os estudiosos do tema a nível secular estão ‘descobrindo’ agora a Bíblia já fala há milhares de anos. A bem da verdade, o que a Palavra de Deus ensina não é bem o meio termo entre proibição e liberdade, mas algo um pouco diferente, a saber, a liberdade condicionada, ‘limitada’, responsável. É uma linguagem que só o povo de Deus compreende, crê e pratica.
A educação cristã está centrada em Jesus, no que Ele fez e disse. Pais cristãos estão cientes de que “os filhos são herança do Senhor” (Salmo 127.3) e, portanto, os receberam de Deus para cuidar, desfrutar desse prazer, os consagrar a Jesus e, por fim, lhes devolver aos braços do Pai celeste. Eis a maravilhosa responsabilidade que está diante de nós, pais cristãos.
Há liberdade, pois os que estão em Cristo não são mais escravos do pecado, do diabo e do mundo; mas a liberdade está em fazer o que é bom e edifica, faz bem para a fé (1Coríntios 10.23). A liberdade está em viver a vontade de Deus, que sempre é a melhor para nós, pais e filhos. É melhor para agora, depois e sempre. “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele” (Provérbios 22.6).
Precisamos sempre lembrar que a nossa referência não é o mundo, o que vive os nossos vizinhos, amigos, parentes, o que sugere os profissionais de nosso tempo, o que ensina os meios de comunicação ao nosso entorno. Nossa referência é a Palavra de Deus, incondicionalmente. Se realmente cremos que Ela é de Deus, que Ela nos ensinou sobre a formação de homem e mulher, sobre as ‘funções’ de pais e filhos, enfim, sobre a vida em família, então é nossa única referência para a educação de filhos. Aliás, foi dela que recebemos fé e tão somente nela somos fortalecidos nessa fé e orientados no que significa essa fé.
Filhos são herança do Senhor, estão sob responsabilidade dos pais para, antes de qualquer coisa, conhecer e viver a vontade de Deus. Nada deve ser mais importante do que os cuidados com sua educação espiritual, sua vida de oração, na Palavra, na igreja... Os filhos nunca são grandes, velhos ou independentes demais que estejam isentos dos nossos cuidados com sua fé. Vamos prestar contas diante do Senhor e, seguramente, queremos todos dizer no dia da Sua volta derradeira: “Senhor, aqui estou eu e os filhos que me deste” (Hebreus 2.13).
Jesus não nos salvou para que nos conformássemos com o mundo (Romanos 12.1-2), mas para que fôssemos luz e vidas fossem transformadas com o nosso testemunho de fé (Mateus 5.16). Deus abençoe você e sua família, em nome de Jesus.
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4.9.09
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