“As minhas ovelhas ouvem a minha voz e me seguem” | João 10.27
Ouço vozes, muitas vozes, de todos os timbres e de muitos lugares. Meus ouvidos são bombardeados diariamente, e de forma quase incontrolada, com vozes cujo objetivo é atingir meu coração e ‘controlar’ minha vida. São vozes de pessoas próximas e distantes, pessoas simples e cultas, pessoas crédulas e céticas... São vozes que ouço e vozes que vejo, vozes que gosto e vozes indigestas, vozes diferentes e vozes harmônicas... Curiosamente há um nome comum enunciado por estas vozes: Jesus, e para cada grupo com um perfil próprio - que satisfaça os seus interesses.
Pasmem, Jesus está sendo adaptado aos mais diferentes tipos de religião, é modelo ‘top’ para palestras motivacionais seculares e até já figura entre livros ‘best sellers’ de auto-ajuda.
Jesus é um nome que atrai, ora pelo que fez e falou, ora apenas pelo conhecimento inato que todos temos a seu respeito. Essa é a razão porque quase que a totalidades dos grupos religiosos astutamente se aproveitam do seu nome, de algumas de suas características ou, no mínimo, usam-no para política da ‘boa vizinhança’.
Qual é o seu Jesus? Outro dia alguém me disse: “O meu Jesus é amor”. Ótimo, o ‘meu’ também é. Mas embora Jesus seja essencialmente amor, Ele tem uma infinidade de outros atributos, e é assim completo que Deus me ofereceu para meu Senhor e Salvador. Jesus não é o que eu quero que Ele seja, mas é o que Ele é (João 8.24, 28, 58). É amor mas fica irado (João 2.13-16; Mateus 16.23). É Salvador mas é Senhor, portanto, no dia derradeiro vai convidar alguns para o céu (Mateus 25.34) e encaminhar outros para o inferno (Mateus 25.41).
Qual é o seu Jesus? O Jesus de alguns é o do visual, loiro de olhos azuis. De outros, o Jesus do exemplo de solidariedade. Outros ainda, o Jesus do amor e da paz. E muitos, o Jesus que ‘fez bonito’ na cruz. Enfim, cada um quer um Jesus do seu jeito, que atenda suas necessidades e carências, que entenda seu jeito de ser e viver, que seja o que se quer que Ele seja. Embora Jesus seja essencialmente amor, tenha nos aceito como éramos e queira satisfazer nossos anseios, Ele passou pela morte e eternizou a vida, nos livrando na amarras do pecado, diabo e inferno, para ser em nós o que Ele quer ser e transformar o nosso jeito de ser. Lucas 9.23: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me”.
O perigo do nosso século são as vozes que nos circundam. Seguramente Jesus não é a voz que clama no deserto, mas está se tornando uma voz abafada no meio de uma multidão de outras vozes. Ele dizendo a respeito de quem Ele é, os outros todos sobre quem Ele deveria ser ou do que dele se pode aproveitar.
“As minhas ovelhas ouvem a minha voz e me seguem” | João 10.27.
Roberto Kunzendorff Júnior
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3.9.09
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Grande Pastor Roberto! Como diz uma linda música que eu conheço, "que eu diminua, Jesus cresça em mim". Parabéns pela iniciativa, grande abraço!
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