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4.9.09

FÉ | RIAS

Muitos saem de férias escolares dizendo que não querem nem ver livros na sua frente nesse tempo de descanso. Outros saem de férias do trabalho não querendo sequer lembrar das coisas próprias do seu ofício. Outro dia alguém me disse que nas férias iria para bem longe da movimentação da cidade, queria fugir da loucura dos grandes centros e ir para o meio do mato. É quase natural que queiramos “mudar de ares” nas nossas férias, independente do tempo que temos para desfrutar. Quem está na praia quer ‘fugir’ de lá, e quem está longe dela quer se aproximar - só pra rimar.

Nenhum problema em ‘sair da rotina’, ao contrário, isso é até recomendável. Há coisas que podemos deixar ou mudar no tempo de férias. Mas há outras que não. Convivemos com nossa família o ano todo, mas fazemos questão de sua companhia nas férias. Não a deixamos por nada. Dificilmente abrimos mão do celular, de algum programa de TV, de conferir os e-mails ou ainda de alguns hábitos, costumes, manias, enfim...

O que dizer da fé nas férias? Deixamos em casa ou levamos conosco? O que fazemos com aqueles momentos diários de oração, de leitura da Palavra, de devoção em família, e com aquelas idas semanais à igreja para os Cultos de gratidão a Deus? Levamos nossas Bíblias na bagagem? Nos informamos sobre endereços de igrejas e horários de cultos nos nossos destinos de férias? Perguntas como essas permitem uma avaliação simples e séria do quanto nos importamos com nossa vida de fé, ou seja, com nosso relacionamento com Deus. E o tempo de férias é sobremodo oportuno para reflexões como essa.

E pensando bem, à luz da Palavra, quem ‘deixa a fé em casa’, também nas férias, está se enganando com uma fé apenas formal, ritual, intelectual... Precisa repensar urgentemente a sua vida espiritual. A Palavra de Deus diz: “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos” (2Coríntios 13.5). Ou ainda: “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tiago 1.22). As férias, normalmente vividas em temperaturas altas, podem revelar as baixas temperaturas de nossa fé.

A fé verdadeira, e digo verdadeira porque há muitas, e todas falsas. A fé pode ter vários alvos e interesses os mais diversos. Mas a fé verdadeira, em Jesus, e somente nele, é uma fé comprometida, prazerosa e atuante. Esta fé, nas férias, leva as coisas próprias da vida cristã na bagagem. Essa fé “busca e pensa nas coisas lá do alto e não apenas nas que são aqui da terra” (Colossenses 3.2-3). Essa fé reconhece tanto trabalho como descanso como bênçãos generosas de Deus. Eis a razão porque no ‘dia do descanso’ (terceiro mandamento) os portadores desta fé vão à Casa do Senhor para dizer muito obrigado pela semana de trabalho.

Enfim, para que a nossa motivação pela vida de fé - nas férias e em qualquer outros tempo - seja renovada, é fundamental lembrar que Deus jamais tira férias de nós. Jamais se descuida, jamais descansa, jamais cochila até mesmo (Salmo 121). Está sempre atento, pronto a nos perdoar, guardar, guiar e abençoar. Está sempre pronto a nos prover, sustentar, manter. Assim, viva sua fé nas férias com o maior prazer, a maior intensidade, a maior visibilidade (Mateus 5.16). E volte com as “pilhas recarregadas”, física, emocional e espiritualmente. Descanse do trabalho nas férias, e descanse no Senhor em todo o tempo. Abençoado ano de 2009!

pastor roberto kunzendorff júnior

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